Zero de Estúdio e de Kane

A minha mãe é a maior aselha a conduzir. Nunca vi nada assim. Pára duas ou três vezes no mesmo semáforo, porque não arranca a tempo; fica parada a tentar perceber os nomes das ruas; desconhece o significado da maior parte dos sinais de trânsito, uma desgraça.

Agora imaginem isto tudo com chuva e ruas sem iluminação alguma. E acrescentem o facto de o tempo estar a passar e eu ter uma peça às 21.45.

Cinco minutos depois, às 21.50, após muitas voltas, muitas inversões de marcha e do carro mal estacionado, eis que encontramos o sítio: uma espécie de garagem com ar de disco pimba, ou seja, o Estúdio Zero.

- Boa noite. Desculpe, ainda dá para entrar? – pergunto com uma expressão de dúvida.

- Não. – em voz seca.

Obrigada Estúdio Zero. Gostei imenso da peça. Mas publicidade gratuita neste blogue… nunca mais!

Sara Santos Silva

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