Google Earth entra nos oceanos

A Google anuncia hoje uma nova versão do Google Earth. A principal novidade é que depois da terra e do céu, o serviço também passa a fornecer informação sobre os oceanos.

Esta vertente do serviço é composta por 20 camadas que o utilizador pode visualizar em simultâneo ou com vista individuais. Parte destas camadas são da responsabilidade de parceiros específicos, como a National Geographic, a BBC e outros, que levam para o serviço fotos, vídeos e outras informações sobre os documentários que já produziram. Outras camadas nascem da colaboração com vários parceiros, como a camada que permite explorar o fundo do mar, navegando na geografia escondida debaixo dos oceanos, vendo informação sobre a concentração de sal de uma determinada região ou de clorofila.

Noutras camadas é possível seguir a rota de alguns peixes (seguindo animais monitorizados através de chip), expedições oceânicas, naufrágios, entre outros. É por exemplo possível ter informação sobre alguns naufrágios que durante este século aconteceram ao longo da costa portuguesa, como também é possível conhecer os melhores spots para os desportos náuticos de norte a sul do país, como demonstrou hoje a Google Portugal numa preview do serviço à imprensa.

Nas “vistas” de terra uma das principais novidades da nova versão do Google Earth é a Máquina do Tempo, uma funcionalidade que permite percorrer as imagens armazenadas pelo serviço para vários períodos. As memórias mais antigas remetem a 1948 e dizem respeito a localizações nos Estados Unidos. No que se refere a Portugal as imagens mais longínquas vão apenas até ao início da década. É por exemplo possível ver o Estádio da Luz em 2002, quando a construção do estádio novo do clube da Luz estava em marcha. Pela mesma altura é possível ver o terreno que uns anos mais tarde dava lugar à zona comercial do Freeport em Alcochete.

Outra novidade é a possibilidade de gravar uma viagem. Ou seja, gravar um percurso seleccionado desde que o utilizador começa a navegar até chegar ao destino pretendido. É possível gravar as imagens que vão surgindo, mas também som.

Nas várias melhorias ao Google Earth não houve intervenção de entidades portuguesas, mas a prazo o objectivo é enriquecer os conteúdos relacionados com esta área do globo por esta via, nomeadamente as informações relacionadas com o mar.

Localizar as novas informações disponíveis para português é outro objectivo, completando as informações dos menus que ficam disponíveis à data de lançamento em 40 línguas, incluindo português.

Além da informação fornecida por parceiros, a Google vai permitir que também os utilizadores individuais enriqueçam o serviço.

Melhorias teve também o Google Marte, que permite ver imagens do planeta vermelho, agora com mais informação sobre as várias expedições espaciais de que foi alvo, através de novas camadas.

Fonte

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